Chegou a primeira proposta de parceria e veio aquele branco: cobro quanto? Cobra pouco e se desvaloriza; cobra muito sem justificar e a marca recua. A diferença entre quem fatura com publi e quem aceita "permuta de sabonete" não é o número de seguidores — é ter critério e um mídia kit que defende o preço.
Nano influenciador (de mil a dez mil seguidores) é hoje o queridinho das marcas locais, porque tem o que conta mais que alcance: proximidade e confiança com a audiência. Você converte mais que um perfil grande e distante. Só falta cobrar como profissional. Vamos lá.
Pare de vender seguidor. Venda resultado.
O erro de quem está começando é precificar por número de seguidores. Marca boa não compra seguidor — compra conversão, contexto e produção. Você não está vendendo um post; está vendendo acesso a uma audiência que confia em você, mais o trabalho de roteirizar, gravar, editar e publicar. Isso tem valor independente do seu tamanho.
A base de cálculo de um nano
Sem tabela mágica, mas com lógica. Um ponto de partida saudável considera três camadas:
- Produção — quanto vale seu tempo de roteiro + gravação + edição.
- Entrega — o formato (story sai mais barato que reel; reel exige mais).
- Engajamento — quanto mais sua audiência interage e converte, mais você cobra.
Uma referência comum no mercado para nano: stories a partir de um valor X, reel valendo de 1,5 a 2 vezes mais que um story, e combos (reel + stories) com leve desconto pra fechar pacote. O ajuste fino vem do seu nicho e da sua taxa de engajamento.
Se você quer parar de estimar no olho, o Mídia Kit Nano Influencer da Karkará traz uma calculadora de publis pronta (com base em CPM por formato, ajuste de engajamento e nicho) e um template de mídia kit profissional para enviar às marcas.
Ver o Mídia Kit →O que um mídia kit profissional tem
Mídia kit é o seu portfólio de uma página. É o que você envia quando a marca pergunta "me passa seus valores?". Um bom mídia kit tem:
- Apresentação — quem você é e o que sua audiência valoriza.
- Números — seguidores, alcance médio, engajamento, dados do público.
- Formatos e valores — o cardápio claro de entregas.
- Provas — parcerias anteriores e prints de resultado.
- Contato — como fechar com você.
Enviar um PDF bem montado muda a percepção na hora: você deixa de parecer "alguém pedindo permuta" e passa a parecer parceira de negócio. Isso, sozinho, já aumenta o valor que você consegue cobrar.
Quem manda um mídia kit profissional cobra mais — não por ter mais seguidor, mas por parecer (e ser) mais sério.
Negociando sem se desvalorizar
Algumas regras que protegem seu preço:
- Permuta tem valor de tabela. Se for trocar por produto, o produto precisa equivaler ao seu cachê. "Permuta" não é "de graça".
- Pacote fecha melhor. Ofereça combos — a marca prefere previsibilidade e você garante mais entregas.
- Exclusividade se cobra à parte. Se a marca pede que você não divulgue concorrente, isso é um valor adicional.
Seu primeiro passo
Monte seu mídia kit ainda esta semana, mesmo com números modestos. O ato de organizar seus dados e definir uma tabela já muda como você responde à próxima proposta. Você para de improvisar valor no meio da conversa — e improvisar valor é o que faz a gente cobrar barato por medo de perder.